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24 de fev de 2011

Arrumando minhas presilhas de cabelo

Eu amo presilhas de cabelo.






Hoje fui arrumar minha caixinha tão fofa e resolvi mostrar pra vocês meus enfeitinhos.




Boa parte são tic tacs coloridos da Tita Maria, sou muito fã! Aqui tem alguns tic tacs que não são da Tita, os de flor do canto esquerdo superior e os marronzinhos do canto esquerdo inferior. As flores de crochês azul e vermelha também não são da Tita, mas o resto é tudo obra dela. Essa florzona branca é uma faixa que pode ser usada como colar ou faixa.


Meus trocinhos brilhantes, há um predomínio berrante de strass com prateado, percebem? Esse de coraçãozinho é um favorito, é da Morana (assim como o par dourado do lado dele) e ganhei dos meus amigos da PwC no meu último dia de trabalho lá em SP. :) As piranhinhas chiques, prateadas e a preta, são práticas e finas, uso demais. A libélula e as "mosquinhas" foram presente do meu melhor amigo, Fabio. Esses "chifrinhos" invertidos ficam bacana num rabo de cavalo bem cacheado, numa festa. Os grampos finos do lado direito são ótimos de usar quando o cabelo está curto, e aqueles de flor são de crochê!

Eu dou mais valor a uma presilha de cabelo do que a um anel, juro.

9 de fev de 2011

Maigret et la jeune morte - meu primeiro livro do Maigret!

Georges Simenon é um dos grandes autores do polar français. Pra quem não sabe, polar é o apelido francês do estilo literário "romance policial". Eu nunca tinha lido nada de Simenon. Eu sou uma criatura fiel, né? Primeiro fui fiel ao Sherlock Holmes. Li umas poucas Agathas na adolescência, impliquei com ela (sim, gente, impliquei com a muié, perdoem a adolescenta, eu era doida no Sherlock, tá?). Li UM Arsène Lupin na adolescência e gostei, mas não li outro.

Depois de ter terminado todos os Sherlocks, anos se passaram e voltei a ler Agatha, amando e tudo mais. Voltei a ler Arsène Lupin, o cavalheiro ladrão do autor Maurice Leblanc, amando-o e tudo mais (não li muitos dele ainda, na verdade, uns três ou quatro livros só). E agora resolvi lançar-me ao clássico Simenon e seu commissaire Maigret.


Bem leitora de primeira viagem, pedi conselhos no stand da Livraria Francesa na Feira Pan-Amazônica do Livro do ano passado sobre por onde poderia começar a ler Maigret, e o vendedor me recomendou esse excelente Maigret et la Jeune Morte ("Maigret e a Jovem Morta").

É um policial muito clássico, pois Maigret é um policial! Dou-me conta de que é a primeira vez que isso acontece nos policiais que gosto de ler. É também clássico porque todo o clima do livro é muito noir, sabem? Com aquelas investigações rolando de madrugada por ruelas mal frequentadas, senhoras de má reputação que gostam de falar dos outros, policiais que bebem vinho e café e nunca dormem nem voltam pra casa enquanto o caso não está resolvido. Essas coisas. Muita melancolia francesa, o ritmo é muito diferente do inglesismo mais ativo de Sherlock, ainda que masculino, e mais ainda da doçura, ainda que cruel, da confortável Agatha. É difícil comparar com os livros de Arsène Lupin, pois embora se classifiquem no mesmo nicho literário, como ele é o ladrão, o desenrolar vai de outro modo. Mas é preciso dizer que Maurice Leblanc se serve muito mais do charme francês do que Georges Simenon. Maigret não é charmoso. Ele é melancólico.

Sobre o livro em si, tentando não dar muito spoiler, o mais interessante é que a maior parte da obra, como sugere o título, se desenrola em cima da identidade da vítima, e não do assassino. O envolvimento de Maigret é paternal. É bem interessante.

A L&PM tem vários títulos do Maigret em português, mas não esse, infelizmente. Pra quem tem alguma noção de francês, a CLE International tem uma versão em français facile até com cd.


Assim vou ter que mencionar este post lá Club Jean Briant, né?